Cycling Project
Voltar ao feed
Opiniãohá 3 semanas
Materiais de um kit de testes antidoping apresentados no laboratório da Agência Internacional de Testes (ITA) dentro de um camião na meta da 7.ª etapa da 111.ª edição do Tour de France.
James Witts
A mesma IA que ajuda a WADA a detetar o microdonage de EPO e a substituição de amostras é quase certa que está já a ser usada por dopadores para modelar como ficar abaixo do limiar de deteção — e a assimetria é estrutural, não temporária.
Francesco Botrè, diretor do laboratório acreditado pela WADA em Roma, colocou-o assim: «Se temos um novo método... temos de esperar pela aprovação da WADA. Entretanto, estão a fazer doping. E se encontram uma forma de enganar este método, bem, não publicam, não há Journal of Doping Science.» A ciência antidoping é aberta por conceção — revisão pelos pares, aprovação da WADA, metodologia publicada — enquanto a evasão é fechada por defeito. A IA acelera ambos os lados dessa lacuna, mas apenas um lado tem de mostrar o seu trabalho. Esse desfasamento estrutural existia antes do machine learning; a IA simplesmente torna mais rápido e barato explorá-lo.

Relacionados