OpiniãoVueltasemana passada

A repetição confirma que a queda de Pogačar na etapa 8 resultou do embate numa grande pedra à beira da estrada — não de uma roda tocada, não de um erro de posicionamento. Na primeira transmissão pareceu limpo: tinha espaço, estava bem colocado, nada parecia errado até um segundo ângulo de câmara revelar o obstáculo.
Wout van Aert, a rodar perto da frente, distinguiu-a das outras quedas do dia — intensidade de corrida total, azar puro, nenhuma perda de concentração da parte de Pogačar. «Já estive muitas vezes no seu lugar — às vezes tem-se simplesmente azar», disse. O diretor da UAE Team Emirates-XRG, Joxean Fernández Matxin, foi mais longe: «Não é responsabilidade de ninguém. É simplesmente uma daquelas coisas que acontecem no ciclismo, infelizmente.» Um corredor com 3:50 de vantagem e um registo impecável em Grandes Voltas perdeu a Vuelta não para um rival ou um erro, mas para uma pedra que uma câmara de transmissão quase não captou.
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