
«Não se pode dar aos atletas um conjunto de regras e deixá-los gastar milhares de dólares para se qualificarem e viajarem para um campeonato do mundo. E depois mudar as regras na semana anterior à corrida, e aplicá-las também com efeitos retroativos.»
Peta Mullens diz que a UCI lhe enviou um email 48 horas antes do Campeonato do Mundo de Gravel da UCI, em Nannup, a comunicar que tinha sido transferida da categoria 35-39 para o pelotão de elite, com base em 100 pontos UCI obtidos numa prova que disputou 14 meses antes. Segundo o seu relato, a regra ao abrigo da qual se qualificou foi substituída depois de terminada a qualificação. Diz que vai alinhar no pelotão de elite.
Mullens afirma que, cerca de uma semana antes da corrida, a UCI decidiu que os pontos UCI de elite em qualquer disciplina exigem uma participação na elite num campeonato do mundo, e que aplicou essa decisão com efeitos retroativos. Diz que a UCI já tinha respondido anteriormente, citando o seu regulamento, que os pontos de outra disciplina não eram relevantes para o gravel. O problema, na sua leitura, é o momento: «Não se pode dar aos atletas um conjunto de regras e deixá-los gastar milhares de dólares para se qualificarem e viajarem para um campeonato do mundo. E depois mudar as regras na semana anterior à corrida, e aplicá-las também com efeitos retroativos.» Acrescenta: «Jogamos com as vossas regras a época inteira e depois mudam-nas na linha de chegada.» Diz que a alteração afeta outros 12 corredores, metade dos quais viajou da Europa, e que os contactos com os representantes da UCI no local, nas 24 horas anteriores, «caíram em saco roto». As provas femininas estavam marcadas para sábado, 10 de outubro, com a corrida masculina de elite no domingo. O regulamento da UCI estabelece que os corredores qualificados para o Campeonato do Mundo de Gravel na categoria elite só se podem qualificar para a elite, e que os corredores inscritos em escalões etários só se podem qualificar para os escalões etários.
Mullens diz que vai partir no pelotão de elite e não no seu escalão etário. Afirma que são 12 os outros corredores afetados, metade dos quais viajou da Europa.
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