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Fio · 7 partes · 3 minhá 3 semanas
Nem toda a gente na Vuelta a España 2026 está aqui pela redenção — alguns apenas vêm sobreviver
João Almeida da UAE Team Emirates antes da 1.ª etapa da Tour Auvergne-Rhône-Alpes 2026 em Vizille, França.
Dario Belingheri/Getty Images via Cyclingnews
A Vuelta a España 2026 recolheu um pelotão invulgarmente danificado: corredores que perderam o Tour de France através de quedas e infeções, outros que se retiraram de provas da primavera a meio da época, e pelo menos um que parou a queda de um barranco com uma árvore.
  1. 1/7A Vuelta a España 2026 recolheu um pelotão invulgarmente danificado: corredores que perderam o Tour de France através de quedas e infeções, outros que se retiraram de provas da primavera a meio da época, e pelo menos um que parou a queda de um barranco com uma árvore.
  2. 2/7O caso mais claro é João Almeida — nenhuma presença nos dez melhores desde fevereiro, retirado tanto da Tour Auvergne-Rhône-Alpes 2026 como da Tour de Pologne 2026 por doença, e agora discretamente afastado na UAE Team Emirates por Isaac del Toro como o gregário preferido de Pogačar. Para Almeida, a Vuelta não é sobre dinâmica; é sobre provar que ainda merece um lugar no topo da hierarquia.
  3. 3/7A situação de Oscar Onley é distinta: a queda na Tour Auvergne-Rhône-Alpes 2026 foi bastante grave para pôr termo completamente à sua preparação para o Tour de France, mas a sua reconstrução na Vuelta a Burgos 2026 colocou-o de volta nos resultados antes de Espanha. A Netcompany INEOS, já à procura de recuperação após um difícil Tour de France 2026, concentra as suas ambições de GC nele — o que é tanto um sinal de confiança como um reflexo de quão limitadas são as opções.
  4. 4/7Wout van Aert chega tendo perdido o Tour de France 2026 pela primeira vez desde 2018 — internado após uma queda de treino e subsequente infeção. Chamou-lhe «uma grande desilusão», dado que o Tour é um dos seus principais objetivos todos os anos. Três semanas em Espanha não substituem julho, mas para um corredor que vive de competição, a alternativa era pior.
  5. 5/7O contraargumento a tudo isto: Primož Roglič, vencedor quatro vezes da Vuelta, também chega com uma queda de treino a perturbar a sua preparação. A sua presença complica o enquadramento da «última oportunidade» — é simultaneamente um dos corredores com mais a provar e aquele com a maior credibilidade estrutural para realmente ameaçar Pogačar. Se a sua condição o permite é a questão central aberta da corrida.
  6. 6/7Os corredores que genuinamente cumprem apenas formalidades são mais fáceis de identificar: Enric Mas, recusando estabelecer objetivos de pódio e dizendo ao AS que vai «dia a dia», e Max Poole chegando com apenas seis dias de competição nas pernas desde fevereiro, visando reconstruir em vez de competir. Ambos têm razão em gerir expectativas. A Vuelta recompensa forma, não esperança.
  7. 7/7O que a Vuelta a España 2026 realmente vai decidir: o lugar de Almeida na hierarquia da UAE, se Onley consegue acompanhar o ritmo da geral durante três semanas, e se van Aert consegue ainda vencer etapas contra um pelotão que prosseguiu sem ele. Três semanas é tempo suficiente para responder a pelo menos duas dessas questões.

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