Opiniãohá 2 semanas

O Protocolo de Condições Extremas da UCI não obriga ao cancelamento total — concede aos comissários uma margem discricionária, e o júri da Vuelta optou pela solução mais drástica disponível. Essa escolha alinha-se com o precedente do Giro de 1989, não com o Tour de 2019, onde a Etapa 19 foi interrompida no Col de l'Iseran e os tempos foram registados no ponto de neutralização.
Quando o Tour interrompeu a Etapa 19 em 2019 após uma tempestade de granizo e deslizamento de terras, os resultados mantiveram-se até ao ponto de paragem — as classificações alteraram-se, os bónus foram atribuídos, a etapa teve um vencedor de facto. Os comissários da Vuelta fizeram algo estruturalmente diferente: o Presidente do Painel de Comissários apagou tanto o sprint intermédio no Col de Mont-Louis como a contagem de montanha na íntegra, revertendo a corrida para as classificações da Etapa 2. O cancelamento total em vez de resultados congelados no tempo é a decisão mais rara, não vista ao nível das Grandes Voltas desde 1989. Essa distinção importa porque o protocolo permite ambas as opções; a diferença é um juízo de valor, não uma inevitabilidade do regulamento.
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