Opiniãohá 2 semanas
O tribunal de Dijon não salvou a Lapierre — deu à empresa seis meses para encontrar quem o faça. É uma vitória mais estreita do que parece: a reorganização judicial compra tempo, não sobrevivência.
O argumento da Lapierre junto dos investidores assenta num número: as perdas operacionais caíram 41% em termos homólogos, de 46,3 milhões de euros em 2024 para 27,2 milhões de euros em 2025, mesmo com a empresa-mãe Accell Group a desmoronar à sua volta. É o caso de uma recuperação e não de um resgate de um navio a afundar-se, mas 27,2 milhões de euros em perdas continuam a ser 27,2 milhões de euros em perdas, e a indústria ciclista europeia ainda não se libertou do excesso de inventário e da compressão de margens que pesam sobre todo o sector. Como disse o director-geral William Perrier, a decisão do tribunal dá à Lapierre «o direito e o tempo para lutar» — não a luta em si.
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